Trinta
Quem é o coveiro? Zeus pareceu ter se surpreendido com a pergunta repentina de Atena. – Ora, ele... cava sepulturas. – Isso não é uma resposta. – Mas é. Só não a resposta que você está esperando. Atena escondeu o início de um sorriso. As palavras do Pai dos Céus levaram-na a uma conclusão inevitável: o próprio Zeus tinha sido o coveiro, e ele apoiou Kratos. Ela sabia que ele não podia favorecer abertamente o Espartano, por causa de seu próprio decreto. Os outros deuses iriam protestar. Com tanta confusão no Olimpo, graças a Ares e sua desobediência, Zeus caminhava com cuidado. Ele era o Rei dos Deuses, mas nunca poderia suportar uma rebelião aberta encetada entre todos os outros deuses. Ela regojizou-se. Zeus tinha auxiliado Kratos de uma forma que ela desconhecia, mas, ainda assim, tinha ajudado-o. O que aumentava a chance de sucesso de Kratos. Zeus havia concedido o poder do relâmpago a seu Kratos secretamente. Atena precisava de mais ainda de Zeus. – Pai, devemos ajudar Kratos mais abertamente. Ele não pode esperar vencer Ares em batalha sem a nossa ajuda. – Não! – Imediatamente instável, Zeus sacudiu-se para ficar ereto e agora elevava-se sobre ela, de modo que todo o corpo da deusa estava em sua sombra. – Você não vai ajudar Kratos, porque o sangue de Ares não vai manchar as suas mãos! Tudo se encaixou. A complexidade roubou-lhe o fôlego. Zeus tinha manobrado-a para que ela guiasse Kratos onde ele, o Senhor do Olimpo, pudesse provocar a morte de Ares. – O que mais, Pai? Você disse que Kratos tinha que se provar digno. De quê? O que mais, além de matar Ares, você planeja para ele? – Você pensou em usar o seu mortal para realizar o seu objetivo, mas eu previa fracasso. Agora, há uma chance de que Kratos mate um deus e... realize mais.
– Uma chance – Atena disse – mas não uma certeza. Zeus não respondeu.

Nenhum comentário:
Postar um comentário