domingo, 11 de outubro de 2020

CRÔNICAS 746 : ÔNIBUS 483

R. Paris , Bonsucesso - RJ. 5 : 15 embarco no ônibus, 5: 17 ele parte . Velocidade boa . Tenho esperança de chegar antes das 6 h em Copacabana. 

Como de rotina o coletivo enche . Fico em um banco no fundo do ônibus. A cadeira ao lada da janela está quebrada , seu assento ao chão. Ninguém monta o banco para sentar , preferem ir em pé a fazer este pequeno esforço. Aparência, preguiça e opinião alheia são combinações desastrosas para o avanço humano.
Por fim , alguém executa o gesto e conquista um lugar no busão lotado . Aposto que depois que sair , alguém vai querer sentar no lugar . Abutres existem em qualquer lugar. Ainda que metaforicamente. 
O motorista senta o pé e o ônibus sacode , balançando de um lado para o outro. Chego a me desequilibrar no banco . A cada parada mais gente , ninguém desce.

5: 29 h da manhã. Estamos em algum ponto de S. Cristóvão  que sairá na Av. Brasil  . O sol já nasceu, com tudo claro , da pra vê melhor a paisagem. Descubro que este ônibus vai fazer um caminho mais longo . Passando pela Leopoldina, Presidente Vargas e  o túnel Santa Bárbara. 
O túnel é um longo corredor sombrio e veloz, mas que liga o Centro com a zona sul em questão de minutos.
A primeira coisa a se destacar é o Campo do Fluminense. 

Lembra quando falei sobre abrutres ? Pois é , eu estava certo . 

Em Botafogo, a primeira debandada de passageiros. Daqui pra frente serão diversas paradas .
O cristalino Mourisco, sede da vivo . 
Rua da passagem , dos meus tempos de ninjutsu. 
Rio sul . E, por fim , Copacabana. O foco das paradas é aqui . E pela hora : 5: 47 h - abandonei as esperanças de chegar antes das 6 h no trabalho. Pois desço no final do nobre bairro . 

ORA ! NÃO É QUE CONSEGUI CHEGAR AS 5:59 HS 😎

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