Como de rotina o coletivo enche . Fico em um banco no fundo do ônibus. A cadeira ao lada da janela está quebrada , seu assento ao chão. Ninguém monta o banco para sentar , preferem ir em pé a fazer este pequeno esforço. Aparência, preguiça e opinião alheia são combinações desastrosas para o avanço humano.
Por fim , alguém executa o gesto e conquista um lugar no busão lotado . Aposto que depois que sair , alguém vai querer sentar no lugar . Abutres existem em qualquer lugar. Ainda que metaforicamente.
O motorista senta o pé e o ônibus sacode , balançando de um lado para o outro. Chego a me desequilibrar no banco . A cada parada mais gente , ninguém desce.
5: 29 h da manhã. Estamos em algum ponto de S. Cristóvão que sairá na Av. Brasil . O sol já nasceu, com tudo claro , da pra vê melhor a paisagem. Descubro que este ônibus vai fazer um caminho mais longo . Passando pela Leopoldina, Presidente Vargas e o túnel Santa Bárbara.
O túnel é um longo corredor sombrio e veloz, mas que liga o Centro com a zona sul em questão de minutos.
A primeira coisa a se destacar é o Campo do Fluminense.
Lembra quando falei sobre abrutres ? Pois é , eu estava certo .
Em Botafogo, a primeira debandada de passageiros. Daqui pra frente serão diversas paradas .
O cristalino Mourisco, sede da vivo .
Rua da passagem , dos meus tempos de ninjutsu.
Rio sul . E, por fim , Copacabana. O foco das paradas é aqui . E pela hora : 5: 47 h - abandonei as esperanças de chegar antes das 6 h no trabalho. Pois desço no final do nobre bairro .
ORA ! NÃO É QUE CONSEGUI CHEGAR AS 5:59 HS 😎
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