sexta-feira, 13 de março de 2020

Crônicas 341 : sexta-feira

O ar noturno parece fresco e se mistura com o vento produzido pelo ventilador no quarto . O som do motor é cadenciado enquanto seu giro angular espalha o ar no quarto do quinto andar . 
A janela aberta se tornou um costume corriqueiro , um hábito desde que nos mudamos para a Pavuna . Algumas vezes , minha mulher tenta fecha-la e isso gera uma discussão. Eu venço em meus argumentos na maioria das vezes . 
Uma conversa desanimadora e não menos importante, esfria qualquer clima na cama . Ela se vira pro lado e busca o sono rapidamente. Eu busco o celular e digito palavras no blogue que vos escrevo . Engraçado, como estou sentindo falta do sabor de provolone ressecado. Posso até sentir o cheiro é o sabor como se acabasse de comer . 
Lábios ressecados e o barulho infernal de moto passando na rua em frente .
Lembro que hoje é sexta-feira 13 e sinto falta da lua que sempre vejo pela janela. Deve estar em outra posição, mais a cima . Essa experiência de morar em apartamento as vezes é sureal. 
Preciso beber água.

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