sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Crônicas 245 : Sexta-feira

Com o calor que fez ontem , o apartamento estava uma verdadeira estufa . Mas , quando acordei , a chuva começou a cair torrencialmente . 
Sem água nas torneiras , o jeito era o velho banho no caneco . Água morna por causa do calor intenso . Uma delícia .
Desci as escadas preparado para pegar a chuva . Mas , com fumaça em folha de papel , ela se foi . Deixando a rua mais abafada . 
Na saída do condomínio , escutei um rádio de comunicação perto . Um olheiro do tráfico dentro do condomínio . É descrentes deste meu país tropical , um maldito traficante . Não há mais lugar seguro nesta terra . Tenho certeza que ele veio olhar quem era que estava no prédio . Absurdo . Saí do CpXa para me separar com isso aqui . Embora , seja mais tranquilo , ainda é uma potencial ameaça para quem quer viver em paz . 
Ontem , veio 2 na moto , 1 armado  e nervoso , sacando da arma , procurando algo ou alguém  . 
Covardia para com pessoas de bem e desarmadas . Como diz o velho e falecido poeta : 
🎶 você com o revólver na mão é um bicho feroz , sem ele anda rebolando e até muda de vóz 🎶.

Mas , ainda assim , encarei sem temer a rua fracamente iluminada da Pavuna . Rumo ao metrô para iniciar mais uma longa jornada até a pecaminosa Copacabana . A chuva recomeçou próximo a estação . 



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